segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Você percebe que está ficando velho quando...

...chama de “antigamente” o que ocorreu há menos de duas décadas e ainda suspira o bordão “puxa, parece que foi ontem”. Ora, cara pálida, há 20 anos realmente “foi ontem”. Para quem tem 60 anos.

Contudo, o mundo mudou, as coisas (e as crianças) evoluem mais depressa, e, de repente, seu cotidiano prega dezenas de armadilhas que acabam com sua auto-estima.

E para quem é levado, rotineiramente, a repetir a frase “acho que estou ficando velho”, um alento: “sim, cara enrugada, você está ficando velho!” Mas já inventaram um Renew para cada uma das suas idades: escolha entre 25, 35, 50, 95, 120... (não é merchan, juro).

Se há 15 anos admirávamos a Polaroid com a foto dos nossos pais nos bailes supimpas dos anos 70, eis que há alguns eternos 5 anos para cá, Polaroid ficou 100 anos mais velha e sua prima rica, a máquina com filme, já recebeu seu cartão de aposentadoria do INSS.

Ok, tenho 25 anos e como me atrevo a escrever sobre “ficar velho”?! Bom, assim como você, vivi os últimos 5 anos revolucionários ultra-velhos e concluí: se o Menino Maluquinho já tem 30 anos e a Mônica, 47, eu também chegarei lá.

No intuito de exemplificar melhor essa parada meio tosca, relacionei alguns exemplos que talvez já tenham “machucado” sua “idade interior”.

Você percebe que está ficando velho...:

1 – Quando uma criança de até 10 anos já te chamar de “tio”ou “tia”, sem ser filho(a) de algum(a) irmão (ã) seu/sua;

2 – Quando outra criança de 6 anos te perguntar: “tio, o que é esse negócio aqui no celular?”. Depois de alguns segundos de incredulidade, você responde: “é a antena externa, querida” (assustador eu nunca ter percebido que os celulares não possuem mais anteninha!)

3 – Quando perguntam: “que horas são no seu celular?”

4 – Quando responde o horário e a criança, agora de 7 anos, estranha: “mas tio, por que meu celular está ‘adiantado’ em duas horas”. Após mais alguns instantes de incredulidade, percebe que, após adiantar manualmente o horário de verão, o esperto aparelho adiantou mais uma, “por conta”. Sim, via “Bluetooth” ou “wifi” ou via “BROACA - blue-ray-o'-auto-clock-ajuster”.

5 - Quando segura, pela primeira vez, o console mais estranho do videogame ainda mais esquisito jamais visto (nem botão tem!) e, antes que se pergunte, de novo, quem roubou os cabos, ele começa a vibrar, girar, pular, gritar... O inventor do Wii merece um Nobel, fato.

6 - Quando você percebe que, finalmente, desde a sua invenção, olhar para o rádio realmente faz alguma diferença (ou você nunca percebeu que quando quer ouvi-lo melhor, especialmente no carro, coloca o ouvido em direção à frente do aparelho, ao invés de procurar os alto-falantes...). Pois agora o rádio do seu carro já “diz”, nos modernos visores, o nome da música, dos cantores, do programa que está no ar, os pontos no IBOPE, pontos de radar... Já posso assistir o rádio, quem diria!?

7 – Quando chega ao Paraguai para comprar um mega Pen-Drive de 16 GB e o parágua, na maior cara de pau, informa: “djá tenemo de 128 Dgíga. Baratinho, original, tranquilo - não queimado”. Não! Cento e vinte e oito gigabytes de memória num trocinho de 3 centímetros quadrados?! Alguém me explica pra que eu comprei um HD externo no ano passado de 300 GB?!

8 – Quando uma criança, sempre elas, pergunta: “tio, onde é o botão do teu carro para poder tirar os pés?”. Alguns momentos de incompreensão e então a devassidão da conclusão: “sabe, o meu carro não tem piloto automático...”. “Por que não? Do outro tio tem...”. “É, o outro tio acabou de comprar o carro dele...”. “Quando você vai trocar o seu?!”. “...”.

9 – Quando você começa a fazer a lista do que lhe faz concluir que possivelmente está percebendo que talvez esteja realmente ficando velho.

10 – Quando alguém comentar, aqui embaixo: “mas Klaus, sério que você só percebeu tudo isso agora?!”

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Você percebe que está trabalhando demais quando...

... vários episódios normalmente esquisitos ao seu cotidiano passam a se tornar estranhamente comuns. Comer cup noodles misturado com atum (ué? carboidrato com pura proteína) no jantar, tirar mais uma sonequinha depois de desligar o terceiro soneca do segundo despertador ou chegar ao trabalho, achar que esqueceu o crachá e descobrir ao meio-dia que estava com ele pendurado no pescoço, sob o pijama (que não deu tempo de tirar antes de ir trabalhar).

Ou então, de forma mais didática.

Você percebe que está trabalhando demais...

1 – Quando chega do trabalho (já são 19hs), senta no sofá (já são 19h15) e decreta, com auto-piedade, às 20h: vou tirar o resto da segunda-feira de folga.

2 – Quando chega em casa, decide tirar o resto da segunda-feira de folga e aproveita para finalmente... dormir.

3 – Quando chega em casa, tira o resto da segunda-feira para dormir, mas acorda depois de meia hora e constata, eufórico e mentindo para o próprio cérebro: “Puxa vida, pareço novinho em folha! Vou aproveitar para adiantar o trabalho”.

4 – Quando chega do trabalho, diz que vai tirar a segunda para dormir, acorda, começa a trabalhar, mas após dois segundos de contato com o notebook sua cabeça volta a latir (sim, latir).

5 – Quando chega em casa, jura que vai descansar, não pára mais que meia hora, volta ao batente, trabalha por três horas a fio, termina o relatório grogemente satisfeito, às 23hs, e, com aquela sensação maravilhosa de dever cumprido ainda esbanja vitalidade: “Muito bem, Mister Hora-Extra! Agora você merece descansar, ler um livro, assistir o CQC... Peraí, tenho algo melhor! Zzzzzzzzzzzzzz”.

Contudo, porém, mas, no entanto, pero no mucho isso tudo é absolutamente compreensível.

Ao contrário do que se segue (uma história horripilantemente real).

O ser latente (a mente já não pensa, pressupõe) decreta que vai tirar a segunda-feira à noite de folga (achou que era exagero?). Descansar, tirar uma soneca? Não. Ele quer “aproveitar para organizar as coisas”, pois, afinal, para cada segundo de organização se ganha uma hora de... “Uhm. Pesquisa essa frase no Google pra mim, por favor, estou “meio com pressa”. Obrigado.”

O ser latejante (o pulso, pois, não pulsa mais, late) decide radicalizar: tudo o que for papel inútil, ao lixo. OK, difícil é classificar algum papel como inútil (ou você acha que folha dá em árvore?!). Portanto, tudo que se diz útil será magistralmente classificado de acordo com um assunto e colocado em diferentes pastas, com dezenas de divisórias, nas tais pastas-sanfona. Magistral, de fato.

Notas fiscais aqui, faturas ali... “Hum... Notas de garantia vão com as notas fiscais ou em nova divisória? Melhor abrir uma nova pasta”. Em meia hora, uma monstruosidade de papéis é solenemente distribuída à sorte e cuidadosamente embaralhada, desta vez de modo mais “organizado”. “Bom, foi o que aprendi com o 1º Senso, na empresa. Quando ensinarem o 2º ‘S’, talvez eu melhore...”, defende-se o ser pedante.

Três meses depois...

Cabelos recém arrancados caem das mãos nervosas e deixam um rastro de desespero atrás do Mister Organizado. “Meu, não acredito, aonde foi parar a folha com metade daquela entrevista. E nem fiz cópia de segurança. Ah, claro, a pasta “material de entrevistas””. Folha por folha, devagar e pacientemente, ele procura. “Nada. Bom, certamente está na pasta “material jornalístico””. Um por um, os papéis reduzem a esperança. “Bom, devo ter deixado na mesa, já que ainda precisaria usar”. Claro. Raciocínio magistral (lembra? A mente já não pensa, pressupõe).

Searching em “Bolinho I” de papéis acumulados dos últimos três meses sobre a mesa. Na testa, aparece um retângulo com letreiro piscante. “Wait! Pesquisando programas e arquivos...”. Nada. “Bolinho II” de papéis acumulados... Nothing. “Bolinho III”? Nadica. “Não pode ser! Eu me organizei! Eu nunca fiz isso antes e quando faço... Odeio o japa dos 5 S’s”.

Pasta de contas. Pasta de documentos. Pasta de... “Que pasta é essa aqui?”

Então, o ser latente descobre que ele mesmo, em algum momento de sua magistral organização cotidiana e mental, abriu uma nova pasta, com uma estranha divisória, contendo simpáticos papéis que deveriam, pois, estar na pasta “material de entrevistas”.


É isso. Você percebe que está trabalhando demais quando precisa descobrir algo que você mesmo, em algum momento, já inventou.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Olé de astros e de estrelas


Começou a primavera. Você deve ter percebido algo estranho hoje. Alguém ou você mesmo mais irritadiço do que de costume. Pessoas te xingando a troco de nada. E mesmo assim, todos estamos com algum bom humor. É o que os cometas diriam se tratar de outros astrônomos: isso mesmo, estamos em fase de transição.

Terra chamando Klaus. Pronto, agora sério, porque se o que estava escrito acima bateu, de alguma forma, com seu dia, bem... Obrigado, R$ 50! Se não, bem... Era óbvni que dei de astrólogo “chuvinista” em dia de sol.

Mas que os astros e estrelas andam conspirando contra nós, é sabido que só. Nas últimas semanas tenho levado alguns dribles da lua, olés das estrelas, e até um chapéu do sol (#trocadilhos4ever).

Por exemplo: fotografava feliz e contente a lua nova poente, do post abaixo. Clicks em auto-resolução aqui, clicks em alta resolução ali, até que... EURECA. Eu sabia! Essa lua estava muito estranha, parecendo mais o Gato de Alicia (do Paraguai das Maravilhas) com gengivite, do que uma lua nova.
Era um Eclipse! Claro. Veja, agora só resta uma parte da parte da parte que aparecia antes. Vou fotografar melhor daqui e... Então ouviu-se da multidão um urro inconfundível: “olé!”. A lua se punha atrás das árvores, pelo que os galhos, camuflados pela “noitidão”, faziam às vezes das sobras do malogrado “eclipse” da meia noite, que não passava de um jogo de esconde-esconde da lua para comigo!

Eclipse ou lua escondida?

Astros e Estrelas 1 X 0 Klaus e Trocadilhos

Exemplo dois: uma estrela falou comigo! Juro. Uma estrela gigante. Em fase de extinção, mas que brilhou muito, e por muitos anos, inclusive em lugares cobertos. Chamavam-na de mão-santa. Ainda chamam. Pois é, Oscar Schmitt, aquele irmão mais velho do Tadeu, do Fantástico (#maldadecôvéio). O Oscar, estrela do basquete, falou comigo. Foram poucas, porém marcantes palavras. Disse assim: “tô vendo você filmando aí, mano. Dá pra ver tudo daqui, desliga, na boa”. Ocorreu durante a palestra ministrada por ele, na terça-feira passada, em Curitiba. É. Toco de três pontos de Oscar! Pensei: "O prazer foi todo meu!".


(Suspeito que por ter entendido a piada antes de todos - leia-se soltado a gargalhada primeiro - tenha chamado a atenção do alvo. Peraí, ele disse "desliga, na boa" ou "desliga essa p*???)

Astros e Estrelas 2 X 0 Klaus e Trocadilhos

Sabe o que mais?

Gosto mesmo é do sol. Ele sim é para todos. Infelizmente, sombra e água fresca, não. Por isso costumo juntar dois em um por meio de um dispositivo ultra-revolucionário: o teto solar do Quantum, que foi do meu avô. Naqueles dias lindos de verão, abro o teto para deixar os raios do sol entrar. Fechado, o teto garante aquela sombra. E quando chove as borrachas de vedação desgastadas providenciam a entrada da água fresca. É ou não é um carro de luxo?! Feito para aquelas madames da idade do Titanic, que usavam chapéu em recintos fechados. As abas seriam ótimas calhas. Agora, se o Quantum bater num iceberg e afundar (ora, o Quantum é feito de ferro, é claro que ele afunda!) em um lamaçal por aí, essas senhoras precisariam de trocadilhos 4x4, terem nascidas viradas para a lua e serem iluminadas por um mar de estrelas para desencalhar...

Trocadilhos e Klaus 1 X 2 Astros e Estrelas


Sorria, não esqueça, a primavera chegou!

sábado, 11 de setembro de 2010

Fases de uma vida (Gastronômicas)

Em termos de conhecimento de mundo, vivemos três fases bastante nítidas (ao menos passei por três, por enquanto):

Primeira fase: na infância e adolescência, quando se aprende tudo, absolutamente tudo que é ensinado, mesmo o que não se deve e inclusive o que se aprende sozinho;

Segunda fase: pós-adolescência, início da juventude, quando o cidadão aprende a se virar “sozinho no mundo”. Condiz geralmente com a época de faculdade, quando se descobre que conta de luz tem prazo e pode ser suspensa e o lixeiro não vem buscar o lixo no seu quarto;

Terceira fase: metade da juventude em diante, quando a barriga (dos homens) começa a crescer  e começa-se a “aprender” tudo o que precisa com o colega de trabalho, os clientes, os chefes... Ou seja, é o fim do aprendizado por conta própria e início do “conhecimento compartilhado”, do tipo: que sal grosso você usa no seu churrasco, como faz para agüentar a esposa na TPM, por quanto você alugou aquele apartamento. Enfim, aprendizados tidos como megachatos nas fases anteriores, que dispensam qualquer imaginação, mas que passaram a ser fundamentais para sua subsistência na terra.

Dessas, a que eu mais gostei, na verdade, até hoje (cabe mais uma vírgula, aí?), foi a lua nova, a quarta fase (ou a primeira) lunar.

Por quê? Ora, pois, confira você mesmo.
Lua nova! Ou crescente? Uma prova, indecente

OK, ok, merchandising fotográfico concluído, voltemos ao assunto que interessa (sim, a foto não tem nada a ver com o tema).

Conclui que cheguei ao fundo do poço, conhecido como terceira fase, quando tive um “reviver” com minha segunda fase.

Aliás, minha segunda fase foi extremamente frutífera, em termos de idéias inéditas – tão inéditas que voltaram a ser inéditas mesmo depois de eu praticá-las, pois nem eu voltava a repeti-las. Exemplo mór ocorreu na cozinha, com a invenção do “mijão”, a mistura masoquista de miojo com feijão – e demais co-produtos existentes na geladeira –, típica de universitário.

Pois voltei a dar uma de universitário de terceira fase. Pronto pra balada (há quanto tempo não me preparava para uma...), bateu uma fome de bater um rango. Como não havia miojo (o cup noodle foi cogitado) nem feijão pronto, vasculhei a geladeira. Pequenos pedaços de bife de suíno temperadinhos aguardavam minha degustação. Mas havia um porém. Estavam crus!

Ora, pois, como iria fritar bife com a beca e o perfume no corpo? Cheguei a pensar em perguntar a um colega de trabalho... Mas a imaginação foi mais rápida.

O problema era o cheiro de fritura.
Teco: “Será que dá certo fazer bife no microondas?”
Tico: “Sei lá, nunca ouvi alguém do escritório dizer que fez isso antes...”
Teco: “Será que o risco não vale um post pro blog?”
Tico: “Você ainda está na primeira fase, rapá! Testa logo, pra gente provar, pois estou com fome”

Segue relato onomatopéico do ocorrido:

Pip. Um minuto. Pip, pip, pip. Mal-passado. Pip. Mais um minuto. Pip, pip, pip. Bem passado?

Uhm! Mais um prato no microondas. Pip. Dois minutos. Pip, pip, pip. Meio mal-passado. Pô, cacilda! Pip. 30 segundos. Pip, pip, pip. Bem-passado.
Uhm! Gosto de que? Imagina aquele pernil, assado no forno por 4 horas, pururuca, suculento.

Pois então, nada a ver. Pedaços mal-passados, pedaços duros, pedaços borrachudos... E o pior: tudo isso num pedaço só!
Mas a sensação de voltar à segunda fase e inventar o “ininventável” foi saborosa. Pip!

sábado, 4 de setembro de 2010

Ex-tiagem

Neste exato momento, rojões pipocam por todos os lados, iluminando o céu nublado da região. OK, trata-se de um casamento, mas os fogos poderiam festejar um momento ainda mais simbólico do que um matrimônio (vou apanhar em casa): a chuva!

Sim! Choveu em Entre Rios, distrito de Guarapuava (PR). A cidade (famosa por ser) normalmente tão fria, amanheceu com uns 18
OC e anoiteceu com, no máximo, uns 10oC (sem contar os ventos gelados, que aqui fazem a curva).

Há algo de errado com o tempo, isso todo mundo sabe. Mas neste momento deve estar uns 22
oC dentro de casa, ainda quente e seca pela forte estiagem dos últimos 14 dias. Lá fora, o vento sopra, uiva, querendo fazer valer seu novo estado de espírito: 5oC. E congelando.

O que caiu do céu hoje não pode ser chamado de chuva. Aliás, eu quase não reconheci os pingos gelados. “Vou parar de fotografar curucacas, eles se vingam “mirando” em mim!”, imaginei. Não, ao contrário das pombas com mira a laser, dos Mamonas Assassinas, o tiro fatal na verdade era uma leve garoa!

Tive que registrar este momento histórico:
Chuva chegando!
Prova de que chuviscou pela primeira vez em décadas (ao menos o estado do carro sugere a parte das "décadas")
Ao menos essa mudança drástica de clima proporcionou belos espetáculos naturais:

Curucacas, sempre...
Pôr-do-sol nas nuvens - em todos os sentidos (01.09.10)
Após algumas semanas, o sol voltou a se pôr no horizonte (e não "nas nuvens") - 04.09.10

Beldade que beira a maldade.
E há quem trabalhe nestas condições adversas...

Amém e que venha mais, ó céus!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vote em mim, ria de mim...

 ... eleja a mim, não, não vote nele!

Que a política brasileira é uma palhaçada, qualquer molusco sabe. Mas como aproveitar ao máximo esse "mar de democracia"?

Além do horário eleitoral gratuito, o TSE fez o favor de divulgar em seu site todas as informações impossíveis e inimagináveis do seu, do meu, do nosso candidato preferido (e até dos inaptos para tanto).

Do Pará ao Paraná, do Oiapoque ao Chuí, o negócio é se divertir.
Acompanhe algumas dicas:

1 – Primeiro Acesse:

2 – Depois, escolha o estado de sua preferência.
a)  Para nomes esdrúxulos, procure em São Paulo, Rio de Janeiro ou Nordeste (sem preconceito, é constatação).


b)  Para inacreditáveis declarações de bens, procure em Mato Grosso (do Norte e do Sul)
c)
  
Se você não quer ver declaração de bens, clique em “ctrl L”e digite “pastor” (qualquer estado).
d)
  
Se você quer tragédia (Inapto por Falecimento), clique em Acre.

3) Atenção. Abaixo selecionei alguns candidatos (a deputado estadual) de acordo com suas principais habilidades. As acepções são baseadas única e exclusivamente nas informações que dispomos dos mesmos (e dos candidatos também), do site do TSE. Trata-se de uma escolha completamente ao acaso (com exceção dos candidatos guarapuavanos, brindados pelo acaso de serem conhecidos por este blog).


A.      Candidato Matemático: http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/abrirTelaDetalheCandidato.action?sqCand=30000000640&sgUe=AP


D.      A delegada mais transparente do Brasil (vide detalhadíssima declaração de bens): http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/abrirTelaDetalheCandidato.action?sqCand=30000000293&sgUe=AP

H.
      O Incrível (compare os bens com de 2008 – que crise, que nada!): http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/abrirTelaDetalheCandidato.action?sqCand=240000000032&sgUe=SC#

K.
      O investidor (vide aplicação ‘5 estrelas’):

L.
       O pára-quedista

M.
    O declarante estagnado (diferença de R$ 64,63 entre as declarações de 2008 e 2010)
N.     O bom funcionário (vide empréstimo ao irmão do ex-chefe)

O.
     O contrário de 1,99 (comprou tudo por R$ 0,01)

P.
      O chamador:

Q.
     ... Morreu (completando o nome do candidato):

Lembrando que esta lista não foi baseada sob qualquer ótica partidária, com uma exceção: O Partido de Tanto Rir.
Ok, é mais trágico que cômico.

Ao final, duas constatações: 
1 - não declarar os bens, à essa altura, é um tiro no pé; declarar requer muita coragem. 
2 - Segundo: nome chamativo é chamativo para qualquer tipo de situação (para o bem e para o mal).

sábado, 28 de agosto de 2010

Em busca do Belo Encantado

(ou "Mataram o narrador")


Era uma vez uma linda donzela, que vivia na favela do Atirado. Ela sonhava em encontrar seu Belo Encantado, mas não sabia muito bem para qual Bangu ele havia sido transferido. Até que um dia... Aaahhhhhhhh...

- Ei, narrador. Narrador acorda! Não faz isso comigo, narrador! Ah, não acredito! Quando finalmente raiou o tão esperado “até que um dia...” o narrador me bate as botas.

- Bope! Bope!! Todo mundo para o chão, eu disse para o chão, caravalho!

- Bope? Cara, foi só o narrador morrer pra você, seu escritor mixuruca, apelar para aumentar seu iBope – taí um belo nome para smartphone do Bope, não acha!?

- Cala a sua boca, sua paca! Eu disse todo mundo para o chão.

- Não fala assim comigo, seu, seu... seu caveira imundo! E pode me prender, pois já passei do chão faz tempo! Eu vivo no inferno!

- Zero Vinte e Quatro!

- Senhor, sim senhor!

- Prenda ela! E leve também esse corpo “que não me pertence”.

- É do narrador, seu policial estúpido!

- Narrador? Agora não tem mais narradorzinho nenhum aqui. Quem manda nessa pomba aqui sou eu!

- Grosso!

- Leva ela Zero Vinte Tantos!

- Senhor, Zero Vinte e Quatro, senhor!

- Isso, que seja. E para todos os efeitos, foi ela quem matou esse sujeito. Manda ela pra Bangu.

Então o... os olhos... cof... da Donzela voltaram a... a... brilhar.

- Narrador! Você não morreu?!

- Na verdade sim, doeu para caravalho. Mas esse escritorzinho mixuruca não estava encontrando um jeito de continuar a história sem mim!, disse o narrador, em claro ato de insubordinação.

- Que ótimo. Eu também não vivo sem você. Desde que eu nasci, você vive me dizendo o que fiz, faço ou farei!

É para isso que servem os narradores de contos de fadas.

- Fadas? Fadas, narrador? Você é um fanfarrão, seu mer... Zero Qualquer Um, pegue o saco.

Então, num súbito ato de bondade, o escritor coloca um portal de outra dimensão nesta história, para o qual Donzela e Narrador correm freneticamente.

- Ãh, narrador... Desculpa, mas... Cadê esse tal portal?

Pô, escritor! Tá de sacanagem? Ajuda aí, camarada. Até hoje, tudo o que eu disse aconteceu.


Então, um portal, do nada, caiu dos céus e abriu-se diante dos dois personagens bonzinhos da história.

- Narrador, sei não, isso soou um tanto irônico...

E foi, Donzela, mas eu só leio o script.

Correndo adoidados e sob o olhar catatônico dos Homens de Preto, Donzela e Narrador viram diante de si uma oportunidade boa para cachorro. Jogaram-se para dentro do portal e então o improvável aconteceu.

- Narrador, o que é isso? Que coisa esquisita é essa? Parece que eu estou surfando e...

Então a pequena Donzela se deu conta. Esforçando-se para compreender aquela situação muito além da própria imaginação, viu-se diante do improvável.

- Chega de embolação. Conta logo o que aconteceu, pombas!

Pombas? Que meigo!

- Pára, Narrador. Não tem graça.

Donzela percebeu que estava presa no Google.

- Que?!

Do Google. O portal de internet. Não foi isso que eu pedi? Eu, o Narrador, queria um Portal de outra dimensão... Tchanã!

- Narrador, narrador... Olha só o que sua insubordinação nos causou, narrador!

No início, tudo era esquisito. Visitaram o Orkut, pulando de perfil em perfil, machucando o rosto dos usuários. Depois foram parar no You Tube, copiaram e descolaram uma pipoquinha do Google Imagens e viajaram o Mundo pelo Google Earth. Então cansaram.

- Ai, narrador. Estou cansada. Meus pés estão me matando. Minha cabeça está doendo. Essa história não poderia ter sido mais tradicional?


Narrador e Donzela decidiram voltar. Clicaram em “sair” no Orkut, deslogaram-se do You Tube, abriram o Google Earth, digitaram Rio de Janeiro e pularam sobre a favela do Atirado.

- Senhor, eles voltaram, senhor!

- Por favor, seu policial de mer.... Cumpra seu trabalho e me leva logo pra prisão.

- Que palavreado indigno para uma donzela. Vamos, Zero Abaixo de Zero, leve-a para Bangu.

O Narrador foi poupado, pela sua idade avançada.

- Deixa esse velhinho gagá aí.

Contudo, para conseguir narrar o final da história, ele pegou uma carona com o Caveirão até a penitenciária de Bangu.

Donzela passou 15 anos presa por desacato à autoridade, tentativa de fuga ultradimensional e um homicídio.

- Homicídio? Perguntou o Narrador, insuborinando-se novamente. – Mas eu não morri.

Donzela encontrou seu Belo Encantado, que morreu de amores por ela – eis o real homicídio. Houve outros crimes, como uma música dele para ela, que fala algo sobre “mel, sua boca tem um céu, e com esse hálito não dá, mas eu queria te beijar”...

- Narrador estúpido, “sua boca tem um mel e melhor sabor não há, que loucura te beijar”.

Por fim, o Narrador agradeceu à Donzela por gravar esta música-chiclete em sua memória e, lamentando-se por isso, informou que Donzela e seu Belo Encantado viveram felizes para sempre.

FIM